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Esportes inclusivos promovem cultura da paz e da solidariedade no semiárido baiano

A iniciativa do Instituto Fazer Acontecer (IFA), em parceria com o Comitê Gestor Estadual do Pacto Nacional Um Mundo para a Criança e o Adolescente do Semiárido, conta com o apoio institucional do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter), das prefeituras da região e com o financiamento de organismos internacionais, como a FIFA e o governo da Alemanha, entre outros.

Por Do Karmo Carvalho

ter, 20/08/2013 às 09:26

Pilates AraciUma nova forma de praticar esporte está mudando a vida de crianças e adolescentes do semiárido baiano. No sábado (17), teve início o I Festival de Esporte Educativo do Semiárido da Bahia, no município de Araci, reunindo, até domingo (18), 150 jovens com idade entre 14 e 17 anos, também das cidades de Teofilândia, Barrocas e Serrinha. As competições são de futebol, vôlei, handebol e basquete, mas com regras diferentes, criadas pelos próprios jovens.

A iniciativa do Instituto Fazer Acontecer (IFA), em parceria com o Comitê Gestor Estadual do Pacto Nacional Um Mundo para a Criança e o Adolescente do Semiárido, conta com o apoio institucional do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter), das prefeituras da região e com o financiamento de organismos internacionais, como a FIFA e o governo da Alemanha, entre outros.

Esporte O festival é o encerramento da primeira etapa do projeto Fazendo Acontecer o Esporte no Semiárido, que durou dez meses, já beneficiou 240 jovens e vai abranger no total 18 municípios, favorecendo 1.080 crianças e adolescentes. Na oportunidade, foi lançada também a Rede de Esportes Educativos do Semiárido (Reed), que reúne inicialmente 10 municípios da região. A Reed é um espaço de troca de experiências e conhecimentos para que o esporte educativo se fortaleça no semiárido baiano e possa contribuir com o fortalecimento da cidadania e a redução da violência.

Metodologia
O coordenador do instituto, Renato Andrade, explica que o projeto tem uma metodologia dividida em três etapas. “No primeiro tempo, os próprios jovens elaboram as regras do jogo. A honestidade, por exemplo, pode valer mais do que um gol. O segundo tempo é o jogo em si, que não tem árbitro. E o terceiro é a avaliação em conjunto, com a pontuação feita a partir da atuação de cada equipe e de cada jogador, com base nas regras estabelecidas. No final, todos ganham medalha de ouro”.

Interação e colaboração prevalecem nas partidas
A articuladora do Comitê Gestor do Pacto do Semiárido, Iara Farias, disse que o Governo do Estado está apoiando o projeto porque a metodologia é inclusiva e educativa. “A iniciativa trabalha na perspectiva da redução da violência. Os jovens não jogam uns contra os outros, mas uma equipe com a outra. Isso para nós é muito importante quando verificamos o nível de violência tanto na capital como no interior”.

Segundo o estudante Willian Luís de Queiroz, 12 anos, do município de Barrocas, “com estas novas regras que nós mesmos fizemos antes da partida, os próprios jogadores têm que avisar quando houver, por exemplo, um lateral do outro time. E o contrário também. Então a gente aprende a ser honesto”. Moradora de Teofilândia, Liliane de Jesus Santos, 16 anos, gostou de aprender a jogar bola com os meninos. “A gente aprende a driblar, não fica mais só olhando, como acontecia antes. Agora joga todo mundo junto, meninos e meninas”.

Para o desenvolvimento do projeto, os técnicos de cada uma das equipes passam por uma capacitação, para aprender a nova metodologia. A professora de educação física Sandra Pedreira de Araújo disse que se encantou pelo trabalho. “O trabalho muda muita coisa na vida da criança. Elas aprendem a respeitar os limites, os valores, e também trabalhar a integração de gênero. Os jovens agora estão mais educados, mais participativos, inclusive na escola”.

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