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Prefeitura de Teofilândia aposta na geração de emprego e renda com exploração de pedras

Você já deve ter ouvido a expressão “quebrando pedra”. Pois é, isso […]

Por Do Karmo Carvalho

qua, 11/05/2011 às 20:10

Você já deve ter ouvido a expressão “quebrando pedra”. Pois é, isso deixa de ser uma expressão comum e passa a ser realidade para 16 pessoas no distrito de Riachinho no município de Teofilândia.

A Prefeitura de Teofilândia em parceria com o Governo Federal através da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – CBPM – está investindo no treinamento e capacitação de jovens e pais de família que tem baixa renda para a fabricação de paralelepípedos, lajes, meio-fios e outros subprodutos extraídos das pedreiras.

Os aprendizes vão receber uma bolsa de R$ 400,00 durante cinco meses.

Os 16 alunos que já estão participando dos treinamentos recebem uma bolsa no valor de R$ 400,00 reais durante cinco meses. Os participantes revertem ao município, um milheiro e meio de pedra trabalhada, mas se a produção for maior, os pedreiros têm o direito de vender as pedras da sobra.

Os alunos recebem a bolsa mensalmente em cheque pago pela prefeitura, mas depois que o período da bolsa vencer, a prefeitura vai doar as ferramentas de trabalho, o galpão de alojamento e os equipamentos de segurança individual para os profissionais que logo fundarão uma associação. Os pedreiros continuarão produzindo pedras trabalhadas com apoio e incentivo da prefeitura que deverá fazer o intercâmbio com o mercado.

Pais de família e jovens de baixa renda buscam dependência financeira e sustentabilidade na exploração das pedreiras.

“O pedreiro tem que saber o local certo para cortar a pedra” – Jorge Evangelista.

O instrutor Jorge Evangelista disse que os alunos vão aprender desde a verificação da falha da rocha, ao corte da pedra para a fabricação dos paralelepípedos. “Eles vão aprender a descobrir o local certo de entalhar a pedra e o melhor local para cortar em cubos e em blocos para a fabricação da pedra final” – Jorge mostrou também a fabricação de um paralelepípedo e disse que a eficiência da produção aumenta conforme a prática.

Com capacetes, protetores de ouvidos, botas, luvas, óculos e outros equipamentos de segurança, os pedreiros usam marretas de vários tamanhos e pesos, talhadeiras, cunhas e escopos afiados – todos moldados em aço – para fabricar as pedras desejadas. O trabalho exige esforço físico, segurança e atenção o que não falta em momento algum, afinal, essa vai ser uma equipe “arranca pedra.”

Por: Do Karmo Carvalho.

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