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O peso financeiro de ser pai

Antônio Carlos Gomes Junior é Planejador Financeiro Pessoal / Corretor de Seguros , novo colunável e correspondente do Portalfolha em Curitiba-PA. e estreia com um artigo excelente abordando o impacto na vida financeira de um pai que, planejando ou não, assume sua maior jornada na vida.

Por Gidalti Moura

dom, 11/08/2019 às 22:07

Ser pai é uma escolha. Com certeza é um compromisso, uma responsabilidade, um grande e desconhecido desafio. Óbvio que em alguns casos não houve preparação ou planejamento e em outros os “pseudo pais” omitem-se da sua tarefa.

Mas vamos abordar aqui o impacto na vida financeira de um pai que, planejando ou não, assume sua maior jornada na vida. A qual, dali em diante, nunca mais terá fim e não haverá como voltar atrás ou desistir.

Ser pai é algo maravilhoso. Descobri isso, ou melhor, comecei a perceber, no dia do nascimento do meu 1º. Filho, o Gustavo. Hoje com 11 anos. Durante a gravidez tinha uma leve noção, mas nada comparado ao dia que o vi pela primeira vez e o segurei em meus braços. Naquele momento veio uma mistura de sensações que iam da euforia, ao medo, da força até o mais leve toque. Percebi que EU tinha a responsabilidade de amar, educar, ensinar, corrigir, proteger, orientar e divertir ele. E com isso veio a questão financeira, ou seja, isso custa. Muda a nossa vida, transforma nossas prioridades, eleva nossas percepções e sensações. Enfim nos transforma em uma pessoa melhor, assim imagino e espero que tenha sido e assim continue.

Como pais somos responsáveis, civil e legalmente falando, por inúmeras coisas, como estudo, alimentação e um lar. Passamos a ter uma pessoa que depende de nós para tudo e que usa parte do nosso dinheiro, da nossa receita, sem pedir licença. E em muitos casos em uma proporção muito grande. O gasto com um filho do nascimento a formação acadêmica, em muitos momentos, é maior do que o gasto com nós mesmos. Isso considerando gastos com consumo (alimentação, moradia etc.) e gastos com investimentos (reservas e aposentadoria). E ainda, o gasto até os 15 anos é considerável, mas quando olhamos para o gasto a partir dessa idade chega a assustar. É um mini adulto, com necessidades, desejos e capacidade de consumo e na maioria das vezes alguém que não produz nada.

O ideal seria planejar a vinda de um filho. Se preparando algum tempo antes e conforme ele cresça, estabelecer reservas para gastos que possam vir a ter, como faculdade etc. Agora o que ocorre com esse filho se o pai falece durante a infância, adolescência? Isso acredito que seja uma grande preocupação. Para mim é. Pois penso quem cuidará dos meus filhos caso isso ocorra? E como é minha responsabilidade tenho que estabelecer formas de resolver isso, pelo menos do ponto de vista financeiro há como: ter um bom seguro de vida. E ainda, combinar com a mãe da criança, ou alguém responsável como você gostaria que isso fosse gerido e resolvido. Parece absurdo, mas é ser prudente. Da mesma forma, se o pai perde seu emprego ou sua fonte de renda é reduzida? O que fazer? Primeiro a necessidade vai levá-lo a ser versátil e ágil. Segundo, recomenda-se que, então, você se prepare para eventuais momentos difíceis antes que eles ocorram. Tenha uma reserva de emergência, que é basicamente algo que dure cerca de 6 meses, atendendo seu consumo básico nesse período. E essa reserva deve estar em uma aplicação de fácil acesso e com baixo risco.

E ainda, um pai que não se prepara para o SEU próprio futuro, pode estar apenas dando uma Linha de Crédito ao filho durante seu crescimento, a qual o filho terá que “pagar” quando seu pai se aposentar ou tiver dificuldade para trabalhar. Com isso poderá dificultar a vida do filho no momento que ele comece sua vida profissional, financeira e eventualmente familiar. Quem conhece pessoas que tem que ajudar os pais que estão na velhice sabe do que estou falando. Assim sendo, é fundamental que planejar e preparar sua aposentadoria seja parte do legado que o pai proporciona ao filho, ou seja, o filho não precisará cuidar financeiramente do pai nesse momento e o pai não precisará passar por isso nessa altura da vida.

Em resumo ser pai, financeiramente falando, é:

1) preparar-se para a vinda do filho;

2) prevenir-se para emergências ao longo da vida;

3) preparar-se para despesas futuras e previstas durante as fases de educação e crescimento da criança / adolescente;

4) preparar-se para o seu momento de parar de trabalhar, para que não dependa de ninguém e mantenha sua independência pessoal e financeira;

Fora isso, ser pai é a tarefa mais gratificante e espetacular das nossas vidas. Algo que proporciona alegrias, emoções e conquistas através dessa pessoa que ajudamos a criar e formar.

Então, seja financeiramente organizado. Mas foque, como pai, principalmente naquilo que dinheiro algum compra: amor, carinho e atenção.

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Planejador Financeiro Pessoal / Corretor de Seguros /

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